Pois bem, amigas e
amigos do Café com Política,
afinal, por que é importante participar da vida política, ou melhor, da vida
político-partidária de nossa nação?
Por óbvio, não temos a
pretensão de responder detalhadamente a esta pergunta, dada sua complexidade,
porém, queremos suscitar alguns pontos que consideramos interessantes e que
estão mais visíveis aos olhos dos cidadãos “comuns”.
Contudo, antes de tudo,
gostaríamos de transcrever um pensamento do poeta alemão, Bertolt Brecht,
denominado “O Analfabeto Político”, a
saber:
O pior analfabeto é o analfabeto
político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do
aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que
se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil
que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o
pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e
lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
Como podemos perceber
com a leitura do texto acima, a política está mais presente em nossas vidas do que
muitos podem imaginar. Coisas corriqueiras do dia-a-dia são determinadas pelo
meio político, preços em gerais, tais como da gasolina, do pão, dos produtos
industrializados, dos produtos importados etc.
Mais, a qualidade dos
serviços públicos, que são utilizados por milhões de pessoas, também é
determinada pela “qualidade” daqueles que “detêm” o poder, ou seja, dependendo
das escolhas feitas nas urnas, o povo terá ou não um retorno do poder público
referente à qualidade dos serviços gerenciados pela administração pública.
A qualidade do ensino
público também passa por questões político-administrativas, assim sendo,
dependendo, dentre outros fatores, da sensibilidade do gestor nossos heróicos professores
serão ou não valorizados pela administração o que, consequentemente, irá
refletir na qualidade do ensino levado às nossas crianças nos bancos das
escolas.
Investir em mais educação,
hoje, é sinônimo de menos investimento em penitenciárias amanhã. Já dizia o
filósofo grego, Pitágoras:
“Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos.”
Saindo do campo da
administração pública e passando para as relações interpessoais conseguimos
visualizar “política” em praticamente tudo que faz parte de nossa vida. Um cidadão
que trata com cordialidade seu vizinho está praticando a “política da boa
vizinhança”; um pai que educa seu filho da melhor forma possível, sem
violência, com amor, com respeito (ou seja, da forma que acredita ser a melhor para
seu pupilo) está praticando a “política do bom relacionamento”, caso contrário,
utilizaria a violência para impor respeito em sua casa etc.
O que queremos passar com
os dizeres acima é que há política em todos os segmentos da sociedade e nos
mais variados tipos de relacionamento. Afinal, o homem é um animal
essencialmente político, faz parte de sua essência, de seu DNA.
Assim sendo, não tente
você, meu caro amigo do Café, ser a exceção, ser
apenas mais um coadjuvante desta novela da vida real, faça sua parte,
participe, critique, mas participe, mostre sua cara, vá à luta, filie-se em
algum partido político, participe das reuniões, provoque as reuniões, dê ideias,
sugestões, externe seu pensamento, ouça as ideias, aceite as críticas construtivas,
enfim, viva a política, pois o futuro de sua nação também depende de você. Não
seja omisso!

2 comentários:
Que continuemos a nos omitir da política é tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem.
Lute, busque, acredite... O céu não é o limite...
"Não deixe que a saudade sufoque,
que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas
realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo
que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu!"
Luis Fernando Veríssimo
Postar um comentário